O QUE ESPERAR DO CREA-MA


A eleição para escolha do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA) será realizada em 03 de junho deste ano, salvo um adiamento, com perspectiva de grande abstenção, seja pela pandemia do Covid-19 - cuja possibilidade de lockdown é iminente em São Luís, coincidindo a data da eleição com o ápice desse surto - seja pela falta de compreensão das funções dessa autarquia federal e pela forma que o CREA-MA atua, nos últimos anos, de maneira distante dos profissionais que representa.

Tendo como função primeira a fiscalização do exercício da profissão, cabe também ao CREA-MA zelar pelo cumprimento do salário mínimo dos profissionais que representa, entre outras atribuições. Mas a grande parte das reclamações e indignação dos engenheiros, agrônomos e geólogos junto ao CREA-MA refere-se a esse órgão ser apontado como uma espécie de cartório que apenas visa arrecadar taxa de anuidade e de ART.

As reclamações dos profissionais são procedentes, principalmente pela atuação monocular do CREA-MA que, com uma visão stritu sensu de suas atribuições, deixa de atuar de forma proativa ou funciona mesmo apenas, timidamente, com funções restritas a algo semelhante a um cartório.

O CREA-MA deveria atuar em defesa da presença do engenheiro na obra e não ficar só cobrando taxas de ART. Agindo dessa maneira, oferece à sociedade uma proteção apenas formal, pois muitas obras estão sendo executadas sem um engenheiro presente em suas fases fundamentais, o que é grave. E o resultado é a baixa qualidade das obras, muitas vezes com vícios cujos custos de reparo são vultosos.

A pouca presença do CREA-MA na fiscalização do cumprimento do salário mínimo profissional provoca o aviltamento da remuneração, desvalorizando todas as categorias que a entidade representa e dificultando uma maior qualificação profissional. E o mais grave é que deixa de incentivar a geração de empregos, de frentes de trabalhos aos profissionais engenheiros, o que é fundamental neste momento de grave crise econômica.

Neste cenário, precisamos, urgentemente, de líderes para conduzir o CREA-MA, a partir de 2021. No quadro eleitoral deste ano, são 7 candidatos a presidente da entidade: Rita de Cássia, Berilo, Luís Plécio, Rogério Carlos, Zé Biné, Denisvelth e Emanuel Miguez. Os três primeiros tem origem no mesmo grupo político. Participam ou participaram da gestão atual e/ou anterior do CREA-MA. Deles já  se conhece a ideologia, forma de gestão e o conservadorismo.

Rita de Cassia é engenheira agrônoma e já foi funcionária do CREA-MA na gestão anterior. Berilo é o presidente atual licenciado e tenta reeleição. Luís Plécio, engenheiro civil, exerceu cargo de confiança no CREA-MA desde a gestão anterior até março de 2020. Portanto, nada de novo a vista.

Zé Biné, engenheiro civil, é também ex-funcionário do CREA-MA. Denisvelth, engenheiro civil, membro do CEM, saiu candidato independente. Ambos precisam demonstrar sua musculatura eleitoral.  Rogério Carlos foi funcionário do CREA-MA em gestão anterior ao do grupo político atual. Por último apresenta-se Emanuel Miguez. Eng. Civil e presidente licenciado do Clube de Engenharia do Maranhão. É conhecido por sua independência de grupos, seja sindicato ou governo e pela defesa da engenharia do Maranhão. As cartas estão na mesa. O eleitor vai decidir o que quer para o CREA-MA.

José Henrique Campos Filho é engenheiro civil, empresário, ex-secretário de Administração e Previdência do Estado do Maranhão e presidente em exercício do Clube de Engenharia do Maranhão.

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