Clube de Engenharia alerta para riscos de incêndio em imóveis


O clube de Engenharia do Maranhão (CEM) está alertando a sociedade para os riscos de incêndio e pânico em construções multifamiliares, comerciais e industriais e está prestando esclarecimentos sobre projetos de combate a incêndio e pânico. O anúncio é do presidente do CEM, o engenheiro civil e empresário José Henrique Campos Filho.

José Henrique Campos Filho alerta que, há anos, o Clube de Engenharia chama a atenção da sociedade para problemas relacionados ao risco de incêndio e pânico em imóveis de São Luís e de outras cidades do Maranhão, como Imperatriz.

O problema veio à tona, novamente, depois de um incêndio que atingiu um prédio residencial situado no bairro Calhau, em São Luís, na noite do dia 19 de agosto deste ano. Moradores afirmaram aos meios de comunicação que foi um curto-circuito no cabo de ventilador que deu início ao fogo em um apartamento. Sem água, o Corpo de Bombeiros precisou esperar por um carro-pipa para conter as chamas e, enquanto isso, o fogo se espalhou para outros compartimentos.

A questão está levantando debates sobre o funcionamento do Corpo de Bombeiros do Maranhão e para problemas de construções erguidas com detalhes construtivos que facilitam os riscos de incêndio e pânico em imóveis, dificultando a ação dos bombeiros na hora de apagar o fogo.

José Henrique Campos Filho ressalta que, muitas das dificuldades, em caso de incêndio, são consequências, justamente desses detalhes construtivos ineptos e da falta de manutenção dos sistemas de combate a incêndio, que são realizadas sem atender plenamente as normas de segurança. “Faz tempo que o Clube de Engenharia alerta que essas instalações precisam de manutenção, por parte dos condomínios, e de fiscalização periódica pelo Corpo de Bombeiros e tem de ser um profissional, no exercício legal de suas funções, que seja responsável por essas manutenções e adequações em caso de irregularidades”. Ele ressalta que o Clube de Engenharia do Maranhão já vem procurando o Corpo de Bombeiros do Maranhão com uma pauta adequada para minimizar esses problemas, mas não tem recebido um retorno satisfatório.

O diretor técnico do (CEM), Luís Antônio Simões Hadade, alerta que os entraves de socorro, como os ocorridos neste incêndio, são recorrentes. “Por incrível que pareça, os problemas são os mesmos: acesso a viatura do Corpo de Bombeiros inapropriada, carros sem escadas magirus, sistema de pressurização dos hidrantes e chuveiros automáticos insuficientes ou inoperantes, duto de saída de fumaça e gases mal dimensionados, extintores de incêndios inadequados e, por último, falta de um plano ‘B’ para colocar em prática a operação”, afirma o engenheiro civil um dos maiores especialistas, nesta área, no Brasil. “Tudo isso em função dos projetos mal analisados, vistorias negligenciadas e falta de manutenções preventivas”, completou.

 

Proteção passiva e preventiva

Luís Antônio Simões Hadade explica que, quando se pensa na concepção e execução de projetos de arquitetura e de engenharia, deve-se ter a consciência da sua complexidade como um todo, pois envolve vários aspectos técnicos importantes e diferenciados. “Além disso, devemos avaliar, também, o nível de risco de incêndio de acordo com o tipo de classificação da ocupação da edificação, altura, comprimento e suas características construtivas”.

Hadade, também, explica, ainda, a importância do acesso de viaturas do Corpo de Bombeiros nas edificações e áreas de risco, visando o emprego operacional, visto que, em alguns incêndios ocorridos em condomínios residenciais multifamiliares, em São Luís, a viatura não conseguiu entrar. “Quanto mais investimentos em proteção contra incêndio, menor será o número de vítimas, prejuízo e mais rapidamente a edificação poderá retornar a sua rotina”.  Ele e José Henrique Campos Filho foram ao local e verificaram que a altura do portão de entrada não atende às normas de segurança.

O engenheiro civil explica para a necessidade da proteção passiva, que é um conjunto de medidas incorporadas ao sistema construtivo de uma edificação, que devem ser consideradas e inseridas, principalmente no desenvolvimento do projeto de arquitetura, sendo funcional e segura durante o uso normal da mesma que reage passivamente ao desenvolvimento do incêndio, não estabelecendo condições propícias ao seu crescimento e propagação. “Garante também a resistência ao fogo, os materiais empregados, deslocamento seguro na fuga dos usuários e condições a aproximação e o ingresso na edificação para o desenvolvimento operacional das ações ativas de combate por pessoas treinadas e o Corpo de Bombeiros”.

 Risco continua

 Outros imóveis estão sendo apontados como em condições de risco para incêndio, conforme denúncias que chegam ao CEM. O prédio sede do CREA-MA, localizado na Rua 28 de Julho, 214 - Centro Histórico de São Luís - MA, de acordo com denúncias, está com as suas estruturas comprometidas. Os assoalhos de madeira do prédio, de 3 pavimentos e em estilo colonial, apresentam sinais de deterioração, por causa da falta de conservação e manutenção, o que permite a ação de cupins. As instalações elétricas estão expostas, o que coloca o prédio em risco de incêndios e a rede de esgotos foi instalada por cima da rede de água potável, o que representa riscos de contaminação.

 

 

 

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